Relíquias da Morte

Capítulo 3 – A partida dos Dursley

“ – Pois eu não acredito – repetiu o tio, parando outra vez diante de Harry. – Passei metade da noite refletindo e acho que é uma armação para você ficar com a casa.
– A casa? – perguntou Harry. – Que casa?
Esta casa! – gritou o tio, a veia da testa começando a pulsar. – Nossa casa! Os preços das casas estão disparando por aqui! Você que nos tirar do caminho, fazer meia dúzia de charlatanices e, quando a gente der pela coisa, as escrituras estarão em seu nome…
– O senhor enlouqueceu? Uma armação para ficar com esta casa? Será que o senhor é realmente tão retardado como está parecendo ser?
– Não se atreva!… – guinchou tia Petúnia, mas, novamente, Válter fez sinal para a mulher se calar: ofensas sobre sua personalidade não se comparavam ao perigo que identificara.
– Caso o senhor tenha esquecido – disse Harry –, eu já tenho uma casa, meu padrinho a deixou para mim. Então por que eu iria querer esta? Pelas boas lembranças que guardo daqui?”
RdM, cap. 3, pág. 30

Capítulo 4 – Os sete Potter

“Não quer dar uma última olhada na casa? – perguntou a Edwiges, que continuava aborrecida com a cabeça sob a asa. – Nunca mais viremos aqui. Você não quer lembrar os bons tempos? Isto é, olhe só para esse capacho. Que recordações… Duda vomitou aí depois que o salvei dos dementadores… Ele acabou me agradecendo, dá para acreditar?… E no verão passado, Dumbledore entrou por essa porta… e aqui embaixo, Edwiges – Harry abriu uma porta sob a escada –, é onde eu costumava dormir! Você nem me conhecia na época… caramba, eu tinha esquecido como é apertado…”
RdM, cap. 4, pág. 39

“ – Se vocês acham que vou deixar seis pessoas arriscarem a vida…!
– … porque é a primeira vez para todos nós – interpôs Rony.
– Isto é diferente, fingir ser eu…
– Bom, nenhum de nós gostou muito da idéia, Harry – disse Fred, sério. – Imagine se alguma coisa der errado e continuarmos para o resto da vida retardados, magricelas e “ocludos”.
Harry não sorriu.
– Não poderão fazer isso se eu não cooperar, precisarão que eu ceda alguns fios de cabelo.
– Então, lá se vai o plano por água abaixo – comentou Jorge. – É óbvio que não há a menor possibilidade de arranjar fios dos seus cabelos, a não ser que você colabore.
– É, treze de nós contra um caro proibido de usar magia; não temos a menor chance – acrescentou Fred.”
RdM, cap. 4, pág. 43

“Rony, Hermione, Fred, Jorge, Fleur e Mundungo beberam. Todos ofegaram e fizeram caretas quando a poção chegou à garganta: imediatamente, suas feições começaram a borbulhar e distorcer como cera quente. Hermione e Mundungo cresceram de repente; Rony, Fred e Jorge encolheram; seus cabelos escureceram, os de Hermione e Fleur pareceram reentrar na cabeça.
Fred e Jorge se viraram um para o outro e disseram juntos:
– Uau… estamos idênticos!
– Não sei, não, acho que estou mais bonito – comentou Fred, examinando seu reflexo na chaleira.
Bah – exclamou Fleur, mirando-se na porta do microondas – Gui, nam olhe parra mim: estam horrenda.
O verdadeiro Harry achou que aquela talvez fosse a cena mais bizarra que já presenciara na vida, e já vira coisas extremamente exóticas. Observou seus seis duplos mexerem na saca de roupa, tirar trajes completos, pôr óculos e guardar as próprias coisas. Teve vontade de pedir que demonstrassem um pouco mais de respeito por sua intimidade quando começaram a se despir sem censura, visivelmente mais à vontade em desnudar o seu corpo do que estariam com os próprios corpos.
– Eu sabia que Gina estava mentindo sobre aquela tatuagem – disse Rony, olhando para o próprio peito nu.”
RdM, cap. 4, pág. 45 e 46

“ – Por que vou com você? – protestou o Harry mais perto da porta dos fundos.
– Porque você é o único que precisa de vigilância – rosnou Moody, e, de fato, seu olho mágico não se desviou de Mundungo enquanto continuava –, Arthur e Fred…
– Eu sou Jorge – disse o gêmeo para quem Moody estava apontando. – Você não consegue nos distinguir nem quando somos Harry?
– Desculpe, Jorge…
– Eu só estou zoando você, na verdade sou o Fred…”
RdM, cap. 4, pág. 46

Capítulo 5 – O guerreiro caído
Capítulo 5

“ – Como está se sentindo, Jorginho? – sussurrou a sra. Weasley.
O rapaz levou os dedos ao lado da cabeça.
– Mouco – murmurou.
– Que é que ele tem? – perguntou Fred lugubremente, com um ar aterrorizado. – A perda afetou o cérebro dele?
– Mouco – repetiu Jorge, abrindo os olhos e erguendo-os para o irmão. – Entende… Surdo e oco, Fred, sacou?
A sra. Weasley soluçou mais forte que nunca. A cor inundou o rosto pálido de Fred.
– Patético – respondeu Fred ao irmão. – Patético! Com um mundo de piadas sobre ouvidos para escolher, você me sai com “mouco”?
– Ah, bem – disse Jorge, sorrindo para a mãe debulhada em lágrimas. – Agora você vai poder distinguir quem é quem, mamãe.”
RdM, cap. 5, pág. 63

Capítulo 6 – O vampiro de pijama

“ – Afinal, que está fazendo com todos esses livros? – perguntou Rony, mancando de volta à cama.
– Tentando decidir quais deles vamos levar conosco, quando formos procurar as Horcruxes.
– Ah, claro – disse Rony, batendo na própria testa. – Esqueci que vamos liquidar Voldemort em uma biblioteca móvel!”
RdM, cap. 6, pág. 79

Capítulo 7 – O testamento de Dumbledore

“ – Rony, você sabe muito bem que Harry e eu fomos criados por trouxas! – lembrou Hermione. – Não ouvimos essas histórias quando éramos pequenos, ouvimos Branca de Neve e os Sete Anões e Cinderela…
– Que é isso, uma doença? – perguntou Rony.”
RdM, cap. 7, pág. 110

Capítulo 8 – O Casamento

“– Quando eu me casar – disse Fred, repuxando as golas de suas vestes –, não vou me preocupar com nenhuma dessas bobagens. Vocês todos podem vestir o que quiserem, e lançarei um Feitiço do Corpo Preso na mamãe até terminar a cerimônia.”
RdM, cap. 8, pág. 111

“– Não se ofenda, ela é grosseira com todo o mundo – disse Rony.
– Falando de Muriel? – perguntou Jorge, emergindo da tenda com Fred. – É, ela acabou de dizer que as minhas orelhas estão desiguais. Morcega velha. Mas eu gostaria que o tio Abílio ainda fosse vivo; ele era gargalhada certa em casamentos.
– Não foi ele que viu um Sinistro e morreu vinte e quatro horas depois? – perguntou Hermione.
– Bem, foi, ele ficou meio esquisito mais para o fim da vida – admitiu Jorge.
– Mas, antes de ficar caduco, ele era a alma das festas – comentou Fred. – Costumava beber uma garrafa inteira de uísque de fogo, depois ia para o meio do salão de dança, levantava as vestes e começava a tirar buquês de flores do…
– É, era realmente encantador – interrompeu-o Hermione, enquanto Harry se acabava de rir.
– Jamais casou, não sei por quê – disse Rony.
– Você me espanta – replicou Hermione.”
RdM, cap. 8, pág. 115

Capítulo 11 – O Suborno
Capítulo 11

“Ouviram um som de pezinhos apressado, um lampejo de cobre reluzente, uma batida metálica e um grito de dor: Monstro tinha corrido até Mundugo, acertando-o na cabeça com uma caçarola.
– Tira ele daí, tira ele daí, ele devia ser preso! – berrou o bruxo, se encolhendo quando monstro tornou a erguer a caçarola de fundo pesado.
– Monstro, não! – gritou Harry.
Os braços finos de Monstro estremeceram sob o peso da caçarola que segurava no alto.
– Só mais uma vez, meu senhor Harry, para dar sorte.
Rony riu.
– Precisamos dele consciente, Monstro, mas, se houver necessidade de persuadi-lo, você fará as honras da casa. – Disse Harry.
– Muito, muito obrigado, meu senhor. – disse Monstro com uma reverência, e recuou alguns passos, seus olhos claros ainda pregados em Mundugo, com repugnância.”
RdM, cap. 11, pág. 176

Capítulo 12 – Magia é poder
Capítulo 12

“A garota foi mais rápida; agarrou o jornal e começou a ler a notícia em voz alta.
-Severo Snape, há anos professor de Poções na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, foi hoje nomeado diretor na mudança mais importante entre as que foram realizados no corpo docente da tradicional escola. Aleto Carrow assumirá a função de professora de Estudos dos Trouxas face ao pedido de demissão da titular, enquanto seu irmão, Amico, ocupará o posto de professor de Defesa contra as Artes das Trevas.
“Agradeço a oportunidade de defender os melhores valores e tradições bruxos…”
– Suponho que sejam matar e cortar orelhas! Snape, diretor! Snape no gabinete de Dumbledore: pelas calças de Merlim! – guinchou Hermione, sobressaltando Harry e Rony. Ela se levantou da mesa de um salto e se precipitou para fora da cozinha, gritando: – Volto em um minuto!
– Pelas calças de Merlim? – repetiu Rony, achando graça. – Ela deve estar bem pertubada.”
RdM, cap.12, pág. 180

“- Eles quase me viram voltando para casa, agora há pouco – disse Harry – Aterrisei de mau jeito no degrau da porta, e a capa escorregou um pouco.
– Faço isso todas as vezes. Ah, aí vem ela – acrescentou Ronu, esticando-se na cadeira para ver Hermione entrando na cozinha. – E em nome dos cuecões de Merlim, que aconteceu?”
RdM, cap. 12, pág. 181

“Uma coisa é ficar parado nas entradas protegido pela capa, mas desta vez a coisa é diferente, Hermione. – Rony apontou para um exemplar do Profeta Diário de dez dias antes. – Você está na lista dos nascidos trouxas que não se apresentaram para o interrogatório!
– E você supostamente está morrendo de sarapintose n’A Toca! Se alguém deve ficar, é o Harry, anunciaram um prêmio de dez mil galeões pela cabeça dele…
– Ótimo, ficarei aqui. Não se esqueçam de me avisar se conseguirem derrotar Voldemort, tá?”
RdM, cap. 12, pág. 184


Capítulo 21 – O Conto dos Três Irmãos

Capitulo 21

“Então, a Morte perguntou ao terceiro e mais moço dos irmãos o que queria. O mais moço era o mais humilde e também o mais sábio dos irmãos, e não confiou na Morte. Pediu, então, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido por ela. E a Morte, de má vontade, lhe entregou a própria Capa da Invisibilidade.”
– A morte tem uma Capa da Invisibilidade? – Harry tornou a interrompê-la.
– Para poder se aproximar sorrateiramente das pessoas. – Disse Rony. – Às vezes ela se cansa de atacá-las agitando os braços e gritando… desculpe, Hermione.”
RdM, cap. 21, pág. 318

“- Já temos uma Capa da invisibilidade – disse Harry.
– E tem nos ajudado um bocado, caso você não tenha reparado! – protestou Hermione – Enquanto que a varinha só serveria para atrair encrencas…
-… só se você ficasse anunciando – argumentou Rony. – Só se você fosse retardado e saísse dançando por aí, agitando a varinha no alto e cantando: “Tenho uma varinha invencível, venha enfrentá-la se acha que é fera.” Desde que o cara ficasse de boca fechada…”
RdM, cap. 21, pág. 323

Capítulo 22 – As Relíquias da Morte
Capítulo 22

– Ah, está bem. Rapier, pode nos dar a sua interpretação das várias histórias que temos ouvido sobre o Chefão dos Comensais da Morte?
– Pois não, River. Os nossos ouvintes conhecem, a não ser que tenham se refugiado no fundo de um laguinho no jardim ou lugar semelhante, a estratégia usada por Você-Sabe-Quem em que ele permanece nas sombras para criar certo clima de pânico. Vejam bem, se todas as notícias de gente que o avistou forem genuínas, deve ter bem uns dezenove Você-Sabe-Quem andando por aí.
– O que naturalmente convém a ele.
– Comentou Kingsley. – O mistério está criando mais terror do que sua real aparição.
– Concordo.
– disse Fred. – Então, pessoal, vamos tentar nos acalmar um pouco. As coisas já estão bem ruins sem precisarmos inventar nada. Por exemplo, essa nova idéia de Você-Sabe-Quem ser capaz de matar com um olhar. Isto quem faz é o basilisco. Um teste simples é verificar se aquilo que está olhando para você tem pernas. Se tiver, pode fixá-la nos olhos sem medo, embora haja a probabilidade de ser a última coisa que você fará na vida, se for realmente Você-Sabe-Quem.
Pela primeira vez em muitas semanas, Harry estava rindo: sentia o peso da tensão deixá-lo.
– E os boatos de que não param de avistá-lo no exterior? – Perguntou Lino.
– Bem, quem não iria querer umas férias agradáveis depois de todo o trabalho pesado que tem feito? – respondeu Fred – Pessoal, a questão é: não se deixem abalar pela falsa sensação de segurança achando que ele está fora do país. Talvez esteja, talvez não, e é inegável que, quando ele quer, consegue se deslocar mais rápido do que Severo Snape ameaçado com um xampu, portanto, não confiem que ele esteja muito distante se estiverem planejando se arriscar. Nunca pensei que me ouviria dizer isso, mas a segurança vem em primeiro lugar!
RdM, cap. 22, págs. 344 e 345

Capítulo 27 – O Esconderijo Definitivo
Capítulo 27

“Hermione olhou para a outra margem do lago, onde o dragão ainda bebia água.
– Que acham que vai acontecer com ele? – perguntou – Será que vai ficar bem?
– Você está parecendo o Hagrid – disse Rony. – É um dragão, Hermione, sabe se cuidar. É conosco que temos de nos preocupar.
– Como assim?
– Bem, não sei como lhe dar a notícia, – continuou Rony – mas acho que eles talvez tenham notado que arrombamos o Gringotes.”
RdM, cap. 27, págs. 426 e 427

Capítulo 29 – O Diadema Perdido
Capítulo 29

“- Que foi que fizeram com o dragão?
– Soltamos no mato – disse Rony – Hermione era a favor de adotá-lo como bicho de estimação…
– Não exagere, Rony…”
RdM, cap. 29, pág. 446

“- Aleto, a irmã do Amico, ensina Estudos dos Trouxas, que é obrigatório para todos. Temos de ouvi-la explicar que os trouxas são animais, idiotas e porcos, e que obrigaram os bruxos a entrar na clandestinidade porque os tratavam com violência, e que a ordem natural está sendo restaurada. Recebi esse outro – ele apontou mais um corte no rosto – porque perguntei qual é a porcetagem de sangue trouxa que ela e o irmão têm.
– Caramba, Neville – exclamou Rony -, tem hora e lugar para se fazer gracinhas.
– Você não teve de ouvi-la. Também não teria aguentado. E tem uma coisa, faz bem quando alguém os enfrenta, dá esperança a todos. Eu observei isso quando você se rebelava, Harry.
– Mas eles transformaram você em afiador de facas – comentou Rony, fazendo uma leve careta quando passaram por uma luz e os ferimentos do garoto se sobressaíram mais.”
RdM, cap. 29, pág. 447

Capítulo 31 – A Batalha de Hogwarts
Capítulo 31

“Sei que estão se preparando para lutar.”
Ouviram-se gritos entre os alunos, alguns se abraçaram, aterrorizados, enquanto procuravam ao redor de onde vinha aquele som.
“Seus esforços são inúteis. Não podem lutar comigo. Não quero matar vocês. Tenho grande respeito pelos professores de Hogwarts. Não quero derramar sangue mágico.”
Fez-se, então silêncio no salão, o tipo de silêncio que comprime os tímpanos, que parece vasto demais para ser contido entre as paredes.
“Entreguem-me Harry Potter”, disse a voz de Voldemort, “e ninguém sairá ferido. Entreguem-me Harry Potter e serão recompensados.
Terão até meia-noite.”

O silêncio tornou a engoli-los. Todas as cabeças se viraram, todos os olhares no salão pareciam ter encontrado Harry, para mantê0lo congelado à luz de milhares de raios invisíveis. Então, uma pessoa se levantou à mesa da Sonserina e ele reconheceu Pansy Parkinson, no momento em que ela esticou para o alto um braço trêmelo e gritou:
– Mas ele está ali! Poter está ali! Agarrem ele!
Antes que Harry pudesse falar, houve um movimento massivo. Os alunos da Grifinória tinham se erguido à sua frente e encaravam, não Harry, mas os colegas da Sonserina. Em seguida, os da Lufa-Lufa se puseram de pé e, quase no mesmo momento, os da Cornival, todos de costas para Harry, todos olhando para Pansy, e Harry, aterrado e sufocado, viu varinhas surgirem por todo lado, sacadas de capas e mangas.
– Obrigada, srta. Parkinson – disse professora McGonagall, em tom seco. – Será a primeira a deixar o salão com o sr. Filch. Se os demais alunos de sua Casa puderem acompanhá-la…”
RdM, cáp 31, pág. 475


Epílogo – Dezenove anos depois

“De volta à plataforma, eles encontraram Lílian e Hugo, o irmão mais novo de Rosa, entretidos em uma animada discussão sobre a Casa para a qual seriam selecionados, quando finalmente fossem para Hogwarts.
– Se você não for para a Grifinória, nós o deserdaremos – ameaçou Rony –, mas não estou pressionando ninguém.”
RdM, Epílogo, pág. 587

“ – Então aquele é o pequeno Escórpio – comentou Rony em voz baixa. – Não deixe de superá-lo em todos os exames, Rosinha. Graças a Deus você herdou a inteligência da sua mãe.”
RdM, Epílogo, pág. 587

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